12-06-2006 (dia dos namorados)
É completamente bagunçado e estranho o nosso próprio jeito de ser perto da pessoa que faz com que a gente queira ser tão mais alguma coisa. Hoje eu estava pensando: por que nos transformamos tanto para depois retornarmos a ser o que eramos?
Falso moralismo deveria ser considerado crime, não por propaganda enganosa, e sim por querer vender um produto com rótulo trocado. Minha mãe é que sempre diz que, menina prendada é que arranja bom casamento. Mas, sabe o que é? Eu sei muito mais escrever do que fritar bolinhos de chuva ou do que estender roupas no varal. Sei muito mais reinventar minha rotina, cortar a unha do pé, criar borboletices do que lavar uma pilha de pratos.
Admirável é a pessoa que sabe realmente quem ou o que é, sem dúvidas e nem ocultando sua personalidade verdadeira. Bom casamento se arranja sendo sincero! Tá! É claro que no começo a perna treme, o cabelo passa a ser um obstáculo e o espelho se torna o amigo mais procurado, mas mesmo assim nosso verdadeiro jeito é que faz apaixonar.
O jeito com que ele bagunça meu cabelo e como coloca o boné virado e até como reclama do meu nariz gelado, faz com que eu queira impressioná-lo e dar o melhor de mim. "Ele é tão Paris e eu tão Zé-Ninguém", mas com certeza nosso pacotinho de adrenalina, ou relacionamento, como quiser, durará muito tempo, talvez um batalhão de coisinhas ajudará, porque eu sei como ele realmente é e sou com ele quem realmente sou.
Acabo falando tanto e não dizendo nada, mas contradizendo-me, tá aí um valor que deveria ser o primeiro da nossa listinha de qualidades, fazer alguém feliz! "Ser menos de doer e mais de doar", fazer alguém se sentir menos só e mais do que isso: Ser feliz por fazer alguém feliz.